Presos na Operação Dilúvio estão soltos
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segunda-feira, 21 de agosto de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Dezesseis dos 21 presos no norte do Estado na semana passada pela Polícia Federal durante a Operação Dilúvio, que investiga fraudes em operações de importação no Paraná e mais sete estados, foram liberados na noite de domingo. Vencido o prazo de cinco dias da prisão temporária, apenas quatro fiscais da Receita Federal de Maringá e um advogado da cidade permanecem detidos.
Os fiscais Benjamim Batista Veiga, Gerry César Barankievcz, José Eugênio Benedeti Belato e Júlio César de Oliveira continuam presos preventivamente por prazo indeterminado na carceragem da PF em Maringá.
O advogado Wesley Macedo também segue preso mas, por falta de vagas, permanece na cadeia de Paiçandu.
A assessoria da PF em Maringá informou que existe a possibilidade de todos serem transferidos nos próximos dias para a Delegacia da PF de Paranaguá, onde corre o inquérito sobre as suspeitas de fraudes fiscal e contábil que estariam sendo praticadas em operações de compra de produtos importados.
Tanto a Superintendência da Polícia Federal quanto a assessoria da Justiça Federal, ambas em Curitiba, não souberam informar quantos dos 11 presos na capital continuavam detidos ontem.
A Superintendência da PF divulgou apenas o balanço da operação iniciada no último dia 16 e que abrangeu oito estados brasileiros. Em todo o país, os agentes cumpriram 173 mandados de busca e apreensão e realizaram 97 prisões.
Apenas no Paraná, foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão e presas 32 pessoas suspeitas. A operação prendeu ainda dois suspeitos em Miami (EUA), que foram trazidos para Curitiba na manhã da última sexta-feira.


