Lúcio Flávio Moura
De Londrina
A Polícia Civil de Londrina prendeu na manhã de ontem os acusados de ter matado e esquartejado o corpo de Claudinei César Correia, o Neizinho, 30 anos. São três moradores do Jardim Marabá (zona leste), que disseram ser vítimas de constantes ameaças de Correia. Anteontem, a Polícia, com a ajuda de um caminhoneiro anônimo, havia encontrado pernas em sacos plásticos, uma calça rasgada e um serrote espalhados à margem da PR-090, rodovia que liga Sertanópolis–Ibiporã.
Elias Basílio, 35 anos, dono da arma, Édson Alexandre da Silva, 23 anos, o ‘Edinho’, e Eduardo Bernardo dos Santos, 23 anos, o ‘Raspinha’, confessaram o crime. Neizinho foi morto nos fundos de um bar de propriedade de Basílio com seis tiros na cabeça, no final da tarde de quarta-feira, e logo em seguida esquartejado no local. Em depoimento ao delegado Valdir Abraão da Silva, eles disseram que dividiram o cadáver em pedaços por raiva e para facilitar o transporte. Segundo eles, Neizinho havia retornado ao bar pela segunda vez naquela tarde, quando foi morto. Na primeira visita, portando um facão, teria ameaçado Basílio de morte. Para não deixar pistas, eles concordaram em esquartejar o corpo, embalá-lo em sacos de lixos e desovar os pacotes em uma estrada deserta.
O tronco foi encontrado ontem de manhã sob a ponte do Rio Couro do Boi. Com base nas informações dos assassinos confessos, soldados do Corpo de Bombeiros procuraram durante a tarde, sem sucesso, os braços e a cabeça de Neizinho no Rio Água dos Cágados. Raspinha tem passagem na polícia por tentativas de homicídio, Basílio por lesões corporais, receptação e ameaça. Os três deverão responder por homicídio qualificado. A pena, neste caso, é de 30 anos de detenção em regime fechado.

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