Os 270 presos da penitenciária de Mirandópolis (SP) mantinham às 18 horas de ontem 60 pessoas retidas no pátio do pavilhão três, após mais de 24 horas de rebelião. A direção da cadeia não informou qual o motivo do motim. Segundo soldados da Polícia Militar, os presos estariam querendo transferência para presídios mais próximos de onde moram suas famílias. As 60 pessoas retidas - 40 mulheres, 17 crianças e três homens - são parentes de presos que estavam na cadeia anteontem no horário de visitas.
Por volta das 16 horas de anteontem, um grupo de presos conseguiu dominar o pátio, ameaçando os agentes penitenciários e impedindo a saída das visitas. As 60 pessoas, segundo agentes penitenciários, estão sendo bem tratadas pelos detentos e aguardam uma solução para o impasse. Elas tiveram ontem a mesma alimentação oferecida aos presos, refeição e café da manhã.
O diretor da cadeia, Maurício de Freitas, não deu informações sobre o que ocorre dentro do presídio - que tem três pavilhões com 240 presos em cada um. O juiz corregedor Warner Hugo Albernaz esteve ontem no presídio para tentar um acordo com os presos. Ele saiu no final da tarde sem dizer se havia conseguido alguma negociação com os detentos para superar o impasse.
Cerca de cem soldados da Polícia Militar estão dentro do presídio, ao redor do pavilhão três, aguardando uma ordem da Justiça para fazer uma ocupação do pátio onde estão os rebelados. Segundo carcereiros que não quiseram se identificar, três agentes penitenciários foram feridos na semana passada por presos com golpes de estiletes. Os presos teriam prometido matar os agentes que pediram a transferência de três detentos considerados líderes do pavilhão três.

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