Cuiabá, 24 (AE) - Vinte e cinco pessoas são mantidas reféns, há mais de 24 horas, por cerca de 300 detentos da Penitenciária de Mata Grande, em Rondonópolis, a 220 quilômetros de Cuiabá. Os reféns são familiares dos presos tomados ontem (23) à noite durante horário de visita. Estão em poder dos detentos 19 mulheres, sendo que oito estão grávidas, e seis crianças. Para pressionar a libertação dos reféns a direção do presídio suspendeu o almoço e o jantar na cadeia. Não há informações sobre feridos.
O motim começou ontem pela manhã, mas a direção do presídio manteve o horário de visitas na tentativa de tranquilizar os presos. Eles alegam superlotação e querem ser transferidos para outros presídios do Estado. Os rebelados exigiam a presença do juiz da Vara de Execuções Penais, para mediar as negociações, como condição para liberar os familiares. O juiz Pedro Pereira Campos esteve no local, mas antes de iniciar as negociações informou que já revisou todos os processos e as reclamações dos presos - que querem o regime de progressão de pena e transferência de alguns detentos para a Penitenciária do Pascoal Ramos em Cuiabá - são improcedentes.
Segundo o juiz, nos casos de progressão de penas, não há qualquer pendência. Quanto as transferências, ele disse que não há vagas no Pascoal Ramos, onde recentemente aconteceu uma rebelião que culminou com a morte de 13 presos e 12 ficaram gravemente feridos. O juiz não descarta a possibilidade de autorizar a ocupação da penitenciária por policiais, caso os presos insistam em manter as pessoas como reféns. O coordenador do Sistema Penitenciário de Mato Grosso, José Carlos Carvalho também negociou a libertação dos reféns, sem sucesso.

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