Belo Horizonte, 19 (AE) - Mais de 300 detentos da Penitenciária Agostinho de Oliveira Júnior, de Unaí, no norte de Minas, mantiveram 20 pessoas como reféns por quase 30 horas numa rebelião que teve início na tarde de domingo e só foi encerrada hoje à noite. Entre os reféns, havia crianças e mulheres.
A rebelião teve início na hora do encerramento da visita de domingo, por volta das 16h30. no bloco C. Os presos fizeram 23 reféns - sete agentes carcerários e 16 parentes de detentos.
Armados com pedaços de pau e chuços (pedaços de ferro com ponta), eles soltaram os presos dos outros três pavilhões e quebraram a estrutura do prédio. Hoje pela manhã eles destruíram o telhado e também colocaram fogo nos colchões.
Três reféns passaram mal e foram soltos na noite do domingo. Os outros só foram liberados por volta das 20 horas de hoje, depois de uma negociação complicada que exigiu a presença do Secretário de Segurança, Mauro Lopes, e do Comandante Geral da Polícia Militar, Mauro Gontijo.
Os presos pediam a troca da diretor do presídio, Marco Generoso, acusado de ser muito rígido com o regime disciplinar. Originários em grande parte de outras regiões do Estado, eles exigiam também a transferência para outro lugar mais perto das cidades onde vivem suas famílias. Eles exigiram a presença da imprensa e de um juiz com telefone celular para conduzir as negociações.
Até as 21h30, a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar não sabia informar quais foram as bases do acordo entre a Secretaria de Segurança Pública e os detentos para a liberação dos reféns.

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