Presos mais três envolvidos em crime
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Policiais paranaenses e sul-mato-grossenses prenderam em Cascavel, no início da madrugada de ontem, Theofilo Stocker, 56 anos, suspeito de envolvimento no assassinato da prefeita Dorcelina Folador (PT), de Mundo Novo (MS). Em Mundo Novo, foram presos outros dois envolvidos a polícia não divulgou o nome deles. Com a prisão de Theofilo, que tem inúmeras passagens pela Polícia, está a princípio encerrada a série de prisões relacionadas ao caso, e a outros crimes que exigiam solução emergencial no Estado.
Theofilo Stocker é acusado de ter transportado Getúlio Machado, 37 anos, também preso em Cascavel no sábado, até o local do crime. A prefeita foi morta com seis tiros de pistola, na varanda de sua casa, dia 30 de outubro. O crime foi encomendado por Jusmar Martins da Silva, que era secretário municipal da Fazenda.
A prisão de Theofilo Stocker aconteceu na casa de seu filho, na zona norte, e foi efetuada pelos delegados Marcelo Lopes (do MS), Júlio Reis (de Cascavel) e Carlos Reis (de Toledo). Segundo Júlio Reis, o preso, que foi imediatamente levado para o MS, estava com dois carros (modelo Corcel II). Com um deles, Theofilo teria levado Getúlio até Mundo Novo e depois trazido o pistoleiro de volta até Cascavel.
Ele também ficou com a pistola (uma Taurus 380) usada para matar a prefeita, jogando-a em um riacho na periferia de Cascavel. A arma foi recuperada logo após sua prisão, no riacho que corta a Fazenda Bilibio. Segundo Júlio Reis, Getúlio havia sido campeão de tiro no Exército.
Theofilo estava em liberdade condicional, depois de ter sido preso em 97 por homicídio. Ele teve outras cinco prisões, por motivos diversos. Dois filhos dele foram assassinados em Cascavel, há algum tempo, supostamente após desentendimento com grupos que atuavam com roubo e tráfico de drogas. Antes de ser levado para Campo Grande, onde seria interrogado formalmente, ele negou qualquer envolvimento com a morte de Dorcelina Folador.
Não tenho nada com isso e nem sei dirigir carro, afirmou, admitindo que os carros que estavam em seu poder pertenciam a Getúlio Machado, a quem conhecia há algum tempo. Machado, ao ser preso em Cascavel, na oficina mecânica de propriedade de um irmão, também havia, inicialmente, negado qualquer envolvimento no crime. Ele era suspeito de ser a pessoa que havia contratado o pistoleiro para matar Dorcelina Folador, mas acabou confessando ter sido o executor do crime, em depoimento à polícia de Campo Grande. Ele também confessou que receberia R$ 35 mil pelo crime R$ 20 mil já haviam sido pagos por Jusmar Martins. Getúlio teria relacionamento íntimo com uma filha de Theofilo, por isso a prisão dos dois foi feita em Cascavel, onde ela reside.





