Maceió, 23 (AE) - A Polícia Militar de Alagoas prendeu hoje mais quatro PMs, acusados de envolvimento em uma série de assaltos (com mortes) a casas lotéricas e agências de Correios. Eles foram denunciados pelo sargento PM Claudemário Gomes de Lima e pelo soldado PM Valter Jorge de Lima, presos quinta-feira à tarde, após assaltarem um posto de serviços dos Correios e uma casa lotérica em Maceió.
Os dois militares, ao tentarem fugir, foram perseguidos por três policiais de trânsito, em motocicletas, pelas ruas centrais. Na perseguição, houve troca de tiros, mas ninguém saiu ferido. Os PMs assaltantes foram encurralados e presos. Na delegacia de Roubos e Furtos, os dois militares entregaram os demais integrantes da gangue. Há suspeita de que oficiais façam parte da gangue, que seria integrada também um delegado da Polícia Civil.
Os nomes dos quatro PMs (um sargento, um cabo e dois soldados) ainda não foram divulgados. Com as prisões dos seis militares, o comando-geral da PM e a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas esperam ter desbaratado uma facção sobrevivente da chamada "gangue fardada", comandada pelo ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante. Ele foi expulso da PM no final de 98 e cumpre pena no presídio de segurança máxima Baldomero Cavalcante, por envolvimento em vários crimes.
Em depoimento ao delegado de Roubo e Furtos, João Deus Massa Filho, os dois PMs disseram que a gangue comandada por Cavalcante ainda não foi desmontada e uma das facções, à qual estão integrados, é responsável pelas mortes do subtenente Ednor
do sargento Jaime e do cabo Gonçalves, todos PMs. Os dois primeiros faziam parte da gangue e foram mortos como "queima de arquivo". O terceiro era um desafeto de Cavalcante.

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