São Paulo, 10 (AE) - A polícia prendeu mais seis acusados de pertencer à quadrilha responsável pelo maior roubo da história do País, o assalto à sede do Banespa, em São Paulo. O crime ocorreu em 5 de julho. Os bandidos levaram R$ 37 milhões do setor de recolhimento de malotes dos carros-fortes do banco. A partir das prisões, a polícia recuperou R$ 2 milhões em dinheiro e R$ 2 milhões em móveis e imóveis comprados pelos ladrões e seus parentes. Ao todo, nove homens acusados de participar do assalto estão presos - um ajudou só no planejamento do crime e já estava detido quando o roubo ocorreu. Segundo o delegado Emydio Machado Neto, diretor da Divisão de Investigações Sobre Crimes Contra o Patrimônio, também duas mulheres de integrantes do grupo foram indiciadas sob a acusação de receptação, pois compraram bens com o dinheiro. Elas responderão à acusação em liberdade. Pelo menos mais oito homens do bando estão foragidos. Os dois últimos presos foram apanhados em Fortaleza. Estavam com outros três homens num hotel, segundo a polícia cearense, levavam R$ 7 mil. Em São Paulo, a Delegacia de Roubo a Bancos anunciou a prisão do empresário Alexandre Augusto Pardal. Dono de uma fábrica de conserto de cofres, ele seria o especialista que abriu o cofre do banco.
Também foram presos Márcio Efren Dias e Silvio Cesar Mendes Baia, acusados de participar da execução do roubo, e Robson Gomes Gimenez, acusado de alugar o galpão usado para fazer a partilha do dinheiro. A polícia já havia anunciado as prisões de Sidnei Cirino, que trabalhava no banco e teria ajudado a quadrilha, e de Ricardo da Silva Soares, dono da casa na qual o grupo se reunia. Denílson Silveira de Paulo, que teria apresentado Cirino aos ladrões, já estava detido na Penitenciária do Estado. O planejamento do crime levou seis meses.

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