Foram presas nesta sexta-feira (3) outras cinco pessoas acusadas de envolvimento numa fraude milionária em bolsas de estudo na Universidade Federal do Paraná (UFPR), que desviou R$ 7,5 milhões em benefício de cabeleireiros, taxistas, pedreiros e outros supostos pesquisadores, sem qualquer vínculo com a universidade.

Dessa vez, a Polícia Federal, na segunda fase da Operação Research, diz ter identificado os beneficiários finais dos recursos: são as famílias de três servidoras e ex-funcionárias da universidade. Além de Conceição Mendonça e Tânia Catapan, que já estão detidas e trabalhavam na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, foram presos a ex-funcionária da UFPR Maria Áurea Roland, sua filha Gisele Roland e seu genro Jorge Luiz Bina Ferreira.

Ainda foram detidas duas filhas de Tânia, que também se beneficiavam do esquema. Conceição, Tânia e Maria eram as "mentoras da fraude", segundo o delegado Felipe Hayashi, e coordenavam os três "núcleos familiares" responsáveis pelo desvio do dinheiro.

Os envolvidos serão investigados por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As prisões desta sexta são temporárias, válidas por cinco dias. Os advogados dos acusados não foram localizados.

Em depoimento à PF, Conceição admitiu o esquema; Tânia negou. Em nota, a UFPR disse estar comprometida com a elucidação dos fatos e que assim que tomou conhecimento da suspeita de desvios de verba pública, em dezembro de 2016, determinou a abertura de sindicância para apurar responsabilidades.

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