Curitiba - O Centro de Operações Especiais (Cope) do Paraná, em apoio à Polícia Civil do Rio Grande do Sul, fez ontem o que chamou de "maior apreensão de materiais roubados de telefonia celular e internet" do País. A ação aconteceu em três barracões localizados no bairro Umbará, em Curitiba. Laertes Brun, de 57 anos, e seu irmão, Sérgio Luiz Brun, de 56, que seriam integrantes de uma quadrilha com atuação na região Sul, foram presos em flagrante. Eles serão levados a Porto Alegre, onde será aberto um inquérito para identificar e punir todo o grupo.
Segundo o delegado-titular do Cope, Rodrigo Brown, ainda não é possível precisar quantos produtos foram recuperados, mas o prejuízo chega a milhões. Havia placas usadas em torres telefônicas que custavam entre R$ 4 mil e R$ 8 mil. "Antigamente tínhamos o problema dos cabos de transmissão, que eram alvo de ladrões, depois evoluíram para o furto de bateria das torres e, de um tempo para cá, descobriram o valor desses equipamentos responsáveis pelo tráfego de dados."
De acordo com o delegado, os objetos eram furtados das estações de rádio base e, em seguida, revendidos clandestinamente para provedores piratas ou centrais operadas por organizações criminosas. Com isso, cidades inteiras chegaram a ficar sem serviços de telefonia móvel e internet por até 24 horas no último ano. Empresas como TIM, Vivo, Nextel, Oi e Vivo foram afetadas. "Mas o prejuízo para as operadoras fica em segundo plano diante do transtorno que é causado a toda a população", avaliou.

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