Maringá - Presos da Casa de Custódia de Maringá entraram a noite de ontem rebelados. O motim começou por volta das 14h30, no bloco 3, segundo informações da Polícia Militar. Sete agentes foram feitos reféns, sendo quatro de cadeia pública e três penitenciários. Um deles foi ferido com uma arma artesanal dos detentos e precisou ser encaminhado para o Hospital Metropolitano de Sarandi. Um preso, diabético, também necessitou de atendimento médico, mas foi assistido na enfermaria da própria Casa de Custódia. A carceragem abriga 636 pessoas.
No início da rebelião, os presos divulgaram uma carta com reivindicações para a direção do estabelecimento prisional. Eles pediam livre acesso aos corredores, remissão da pena, mais materiais para artesanato, melhorias na alimentação, assistência jurídica e social e respeito às visitas, que, conforme relato de familiares que estavam ontem do lado de fora da Casa de Custódia, aguardando informações sobre a rebelião, ocorreriam de maneira truculenta por parte dos agentes prisionais.
Os detentos também reivindicavam a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público e da Pastoral Carcerária. Eles foram atendidos neste quesito.
Policiais militares dos municípios de Paranavaí, Cruzeiro do Oeste, Campo Mourão e Cianorte foram enviados ao longo da tarde para reforçar a segurança no local. Por volta das 20 horas, cerca de 40 homens da Tropa de Choque do 5º Batalhão da PM, de Londrina, também chegaram à Casa de Custódia. Familiares de presos protestaram quando o ônibus com os policiais foi em direção ao local. "Se está tudo bem, não precisa disso", reclamou uma das mulheres. A PM informou que a presença do reforço faz parte do protocolo para casos de rebelião.
Por volta das 22 horas, um grupo de policiais ainda negociava um acordo com os rebelados. Além disso, uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope), de Curitiba, era aguardada para auxiliar nos trabalhos.

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