Presos fazem rebelião em cadeia superlotada
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sexta-feira, 31 de maio de 2013
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba - Detentos da Cadeia Pública de Guarapuava (Centro), que funciona no prédio anexo à sede da 14ª Subdivisão Policial (SDP), realizaram ontem uma rebelião que durou cerca de seis horas e meia. O local, segundo a Secretaria Estadual de Justiça (Seju), que tem capacidade para 166 presos, estava com 330.
Um agente foi mantido refém e as negociações avançaram por toda a tarde e só foram finalizadas por volta das 18 horas. O motim começou durante a entrega do almoço, por volta das 11h30. Cinco presos foram transferidos da carceragem para a Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) e, nas próximas semanas, outros 40 detentos já condenados pela Justiça, serão encaminhados para penitenciárias do Estado, conforme acordo com o juiz da Vara de Execução Penal de Guarapuava.
A Polícia Civil vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias da rebelião e também para investigar a entrada de um revólver calibre 32 na cadeia.
Policiais da 14ª SDP informaram que o agente feito refém não sofreu ferimentos. Ainda na noite de ontem seria realizada uma vistoria para avaliar os prejuízos causados pela rebelião.
"Existe um excesso de presos na unidade, mas as negociações ocorreram normalmente e não tivemos notícias de feridos. Até a próxima semana algumas transferências serão realizadas", informou Maurício Kuehne, diretor-geral do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen-PR).
Superlotação
Conforme o Relatório Gerencial da Central de Vagas do Sistema Carcerário do Paraná, levantamento que fica disponível no site da Seju, as carceragens das delegacias de polícia que estão sob gestão compartilhada, entre a Seju e a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), estão com uma superlotação de 5.151 detentos. Em espaços com capacidade total para 1.551 presos, encontram-se 6.702 pessoas.
"É uma situação que preocupa, mas que estamos resolvendo. Em dois anos conseguimos reduzir a quantidade de presos nas carceragens de 12 mil para 5 mil. Tudo isso fruto de medidas como os mutirões carcerários que vêm sendo realizados com frequência", destacou a secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes.


