Presos fazem 29 reféns durante rebelião em Franca; 5 detentos ficaram feridos
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sábado, 08 de abril de 2000
Por Renato Alves, especial para a AE 
Franca, SP, 09 (AE) - Terminou depois de seis horas a rebelião de 200 dos 350 presos da Cadeia Pública de Franca, no interior de São Paulo, neste domingo. O motim começou às 9h30 após a entrada dos visitantes na cadeia. Armados com estiletes, os presidiários fizeram 29 reféns, entre eles um carcereiro, e espancaram cinco detentos considerados informantes da polícia.
O motivo da rebelião foi a revista feita por policiais civis da Divisão de Entorpecentes (Dise) aos visitantes, inclusive as mulheres. Os presos quebraram as grades da celas e colocaram fogo nos colchões ameaçando matar os estupradores. Cerca de 200 homens da Polícia Militar e da Tropa de Choque cercaram a cadeia.
As negociações foram feitas pelo juiz-corregedor de presídios, José Rodrigues de Arimatéia, e pelo padre Marcos, da Catedral de Franca. Os presos queriam que a Tropa de Choque saísse da cadeia, que a Dise não mais participe das revistas aos familiares e que o banho de sol voltasse a ser de uma e trinta minutos por dia; atualmente é de apenas meia hora.
A rebelião terminou após o acordo com o juiz-corregedor que agrantiu que os amotinados não seriam punidos. No final da tarde de domingo, apenas um preso espancado, Anderson Daniel Barbosa, de 22 anos, ainda continuava internado na Santa Casa de Franca em observação. Ele sofreu vários cortes pelo corpo e apresentava muitos hematomas.


