Curitiba, 25 (AE) - Oito presos estrangeiros estão em greve de fome desde a noite de sexta-feira no Paraná. Eles estão detidos na Penitenciária Central do Estado do Paraná (PCE), em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. O secretário de Justiça e Cidadania do Estado, José Tavares, decidir ir amanhã até Brasília para discutir a situação com o Ministério da Justiça. Os presos, detidos por tráfico de drogas, querem ser extraditados para seus países de origem.
Tavares é favorável à extradição de todos os que já cumpriram metade da pena e vai reafirmar seu posicionamento à secretária nacional de Justiça, Elisabeth Sussekind, a quem já tinha solicitado um estudo sobre a transferência. "Vou informá-la sobre a greve e que, por isso, gostaria que meu pedido fosse agilizado para dar uma resposta a essa gente", disse. Nas penitenciárias do Paraná há 61 presos estrangeiros. Desses, 22 estão na PCE.
Ao mesmo tempo, a Corregedoria dos Presídios deve se reunir para também discutir o assunto. Caso o juiz-corregedor Roberto Massaro entenda que os presos estão cometendo falta grave, eles podem perder os benefícios que tiveram até agora, como os dias de remissão da pena. Os presos em greve de fome estão em uma área isolada da PCE. Cinco bolivianas que já tiveram o processo de extradição examinado no Ministério da Justiça devem ser transferidas ainda esta semana para seu país.
Os presos em greve são o liberiano Ibrahim Abayoni Moshood, os bolivianos Luis Alberto Viscaia Vargas, José Carlos Chaves Burga e Adolfo Chaves Burga, o argentino Enrique Augustin Pinotti e os paraguaios Gregório Celestino Martinez, Hugo Andrés Anguello Farina e Nelson Eugênio Garaiba Cave. Com exceção de Farina, que cumpriu um ano e dois meses dos três anos a que foi condenado, todos já cumpriram mais da metade da pena.

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