Sorocaba - Duas porções de goiabada numa cela com mais de dez presos, intactas durante 14 dias, levaram os agentes penitenciários do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Aparecidinha, em Sorocaba, a desconfiar. Eles descobriram que o doce era usado para esconder um telefone celular e uma bateria.
Normalmente, os doces distribuídos na penitenciária como parte da alimentação dos detentos são devorados no mesmo dia. Na cela 11, causaram desconfiança os cuidados com as goiabadas. Em revista na tarde de quinta-feira, os agentes descobriram o motivo: encravado em um dos doces estava um telefone celular. No outro, uma bateria carregada. Os equipamentos estavam envolvidos em luvas cirúrgicas.
O uso do aparelho era dividido entre os ocupantes da cela. O preso Juliano Ananias Rodrigues assumiu a posse do celular e da bateria. Ele não quis dizer como o aparelho entrou na cadeia. Um telefonema anônimo dado à direção do presídio informou que a namorada de um dos presos passara pela revista, durante uma visita, com o celular na vagina. A bateria foi levada da mesma forma.
A direção da cadeia informou que a revista das pessoas que visitam os presos, especialmente as mulheres, é rigorosa, principalmente para evitar a entrada de drogas. Os casos de apreensão não são raros. Há três meses, uma mulher levada sete pequenas serras nas partes íntimas.

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