Presos em Vila Velha matam PM e fazem 5 reféns em rebelião; motim ainda não foi controlado
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domingo, 12 de setembro de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 13 (AE) - O sargento da Polícia Militar Valdemar Kun morreu, o cabo da PM Alceni Alves da Penha foi ferido e cinco pessoas continuavam sendo mantidas como reféns, até o começo da noite de hoje, por presidiários do Instituto de Readaptação Social (IRS) de Vila Velha, no Espírito Santo. A rebelião começou de manhã e até o início da noite não havia sido contida. O IRS abriga 200 detentos mas, segundo a Secretaria de Justiça do Estado, nem todos teriam aderido à rebelião. Não foi informado quantos pavilhões e presos estavam envolvidos. Segundo informações de funcionários, os amotinados tinham duas pistolas. A situação continuava tensa.
No fim da tarde, o secretário de Justiça, coronel Luiz Sérgio Aurich, se reuniu com o secretário de Segurança Pública, José Rezende de Andrade, mas nenhum dos dois se pronunciou sobre a rebelião. O superintendente de Sistema Penitenciário do Estado
coronel José Paulo Soares Serpa, permaneceu na frente ao IRS até o fim da tarde, na tentativa de controlar a situação. Um juiz de Vara Criminal também estava no presídio tentando negociar uma saída para a rebelião. Interior - Em Colatina, a 150 quilômetros ao norte da capital, houve um início de rebelião hoje à tarde. Segundo o juiz Lindenberg José Nunes, o preso Marcos Filismino, que foi transferido de Vitória para a cidade há dez dias, revoltou-se por não ter lugar para dormir e por estar distante de sua família. O presídio de Colatina, que fica fora do perímetro urbano, tem capacidade para 80 pessoas e abriga 110. Segundo o juiz, cerca de 30 presos em situação idêntica aderiram ao movimento, mas se acalmaram com a promessa de uma negociação para futura tranferência.
Em Cachoeiro do Itapemirim, no sul do Estado, os detentos da Penitenciária Monte Líbano começaram hoje uma greve de fome contra o fim do convênio com empresas privadas que lhes permitia trabalhar e cumprir pena em regime semi-aberto. A renovação é incerta porque no início do ano um detento foi preso assaltando no período em que deveria estar trabalhando. Segundo informações da direção da penitenciária, a situação é tranquila.


