IretamaMais dois homens foram presos, em Iretama (60 km ao sul de Campo Mourão) acusados de participar do esquema que resultou na prisão de três pessoas, entre elas um policial rodoviário, na madrugada de sábado em Mandaguaçu (16 km a noroeste de Maringá). Durante a operação das polícias Rodoviária Estadual (PRE) e Militar (PM) de Maringá foram presos em flagrante Moacir Simoni, Sidnei Mazzei Simoni e Hélio Antunes de Oliveira. Eles são acusados de receptação de máquinas agrícolas, formação de quadrilha, adulteração de veículos e porte ilegal de arma de fogo.
Conforme informação do investigador Mateus Brito, da Polícia Civil de Mandaguaçu, Moacir Simoni, Sidnei Simoni e Hélio Antunes de Oliveira foram encontrados em uma propriedade rural da cidade, de posse de uma empilhadeira, uma pá carregadeira, dois tratores, uma caminhonete e um caminhão carregado com materiais de construção e produtos alimentícios e de limpeza. A polícia conseguiu chegar até a quadrilha depois de denúncias anônimas que apontavam a participação de Moacir Simoni que é policial rodoviário em Maringá.
''Recebemos uma ligação anônima dando conta de que um membro da nossa companhia estaria envolvido com ações ilícitas'', contou o capitão Kleber Mardegan, da PRE. Segundo ele, Moacir Simoni trabalhava há 15 anos como policial e há nove meses estava afastado das funções, alegando problemas de saúde.
De acordo com informações do investigador, um dos integrantes da quadrilha teria alugado as máquinas, comprado os produtos alimentícios e de construção de comerciantes de Cascavel. Para adquirir as mercadorias ela teria dado cheques pré-datados sem fundo. O dono da empilhadeira já foi localizado. A polícia ainda investiga a procedência dos outros equipamentos.
Hélio e Sidnei estão presos na Delegacia de Mandaguaçu. Moacir está detido no Batalhão da Polícia Militar de Maringá. Além de ser julgado pela justiça comum, o policial deve responder a processo disciplinar, que tem como pena máxima a expulsão da polícia, informou o capitão.
Os dois presos em Iretama, cujos nomes não foram divulgados, são irmãos do policial Moacir e de Sidnei Simoni. Em depoimento ao delegado de Mandaguaçu, eles disseram que apenas estavam guardando as máquinas que pertenceriam a Hélio de Oliveira. Este, por sua vez, disse ter recebido os equipamentos como pagamento de dívidas.(Colaborou Hérika Fondazzi)

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