São Paulo, 19 (AE) - A polícia prendeu dois suspeitos de terem tentado matar o presidente do Sindicato dos Camelôs Independentes, Afonso José da Silva, de 29 anos, no dia 20 de fevereiro. Policiais das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) prenderam no início da tarde de hoje, em Itaquaquecetuba, região da Grande São Paulo, dois rapazes, entre eles um menor, com pedras de crack. Os suspeitos também estão sendo acusados pela polícia de participarem de alguns assaltos a banco.
Silva teve seu apartamento, onde também funcionava a sede do sindicato, no Largo da Concórdia, no Brás, na zona leste
invadido e foi atingido por quatro tiros na região do tórax e do abdome. O crime ocorreu 15 dias após o líder dos camelôs do Largo da Concórdia ter denunciado um suposto esquema de irregularidades para ajudar o deputado estadual Hanna Garib (PPB). Na época, o político disse que torcia pela recuperação do ambulante, contra quem moveu um processo judicial por calúnia e injúria. Prisão - Os policiais militares identificaram os dois rapazes presos como Willian de Morais Astolfi, de 21 anos, e o menor A.S.S., de 15, conhecido como Terrinha, através de retratos falados elaborados pela Polícia Civil na época do atentado. Os dois jovens presos teriam afirmado à polícia que o atentado ocorreu por causa de briga entre os ambulantes. O menor assumiu a autoria dos tiros. Eles teriam recebido R$ 1 mil de um camelô da região para matar Silva por causa disso, mas a polícia ainda não descarta a possibilidade de o crime ter tido como motivação as denúncias feitas pelo presidente do sindicato. Os dois estão detidos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo a polícia, apesar de os acusados morarem na região de Itaquaquecetuba, eles frequentavam o Largo da Concórdia e ali teriam sido contratados para praticar o atentado. Proteção - Ontem, o líder dos ambulantes havia ido ao Departamento de Identificação de Registros Diversos (Dird) da Polícia Civil, no Butantã, zona oeste da capital, para pedir proteção policial. "Vim pedir apoio da polícia para poder tocar a minha vida", disse Silva.

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