Londrina - Pouco mais de um mês depois de uma rebelião de detentos que destruiu uma ala da Casa de Custódia de Londrina (CCL), localizada na zona sul da cidade, a unidade voltou a receber uma grande transferência de presos. Na tarde de ontem, 20 homens que se amontoavam nas celas do 5º Distrito Policial, na zona norte, foram levados para o presídio.
Na terça-feira, a Promotoria de Defesa da Saúde Pública e das Garantias Constituicionais havia feito um pedido à Vara de Execuções Penais (VEP) para que fossem retirados detentos da carceragem do 5º DP. O distrito tem capacidade oficial para abrigar 24 presos, mas estava com 104 antes da transferência de ontem.
De acordo com o delegado Jayme de Souza Filho, responsável pelo 5º Distrito Policial, a escolha dos detentos transferidos seguiu critérios como a periculosidade. Os presos vão ocupar as celas que já foram reformadas na galeria da CCL que foi destruída no motim do dia 12 de outubro. A reforma deve durar ainda mais uma semana. Quando toda a galeria estiver recuperada, terá condições de receber até 90 presos.
A CCL tem capacidade para abrigar 288 presos, mas está agora com 312 internos.
''Dependemos do andamento das obras na CCL para fazermos novas transferências. Esperamos conseguir levar mais presos para lá na próxima semana'', colocou o delegado. A remoção foi feita por policiais civis da 10 Subdivisão Policial (SDP), com apoio de militares das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam). Os presos foram levados em duas vans adaptadas do Departamento de Execuções Penais (Depen).
O promotor de Defesa da Saúde Pública e das Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, relatou no pedido à VEP que há risco de surto de doenças em virtude da superlotação.

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