Presos dizem que estão aliviados com as mortes
Presos dizem que estão
aliviados com as mortes
Agência Folha
O secretário de Justiça de Pernambuco, Roberto Franca, disse ontem que a morte dos 22 detentos na penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá (40 km de Recife), foi um alívio para os demais presos. Lamentavelmente a morte dos 22 detentos foi um alívio para o restante dos condenados , disse ele. As mortes aconteceram na última sexta-feira à noite, durante uma briga entre grupos rivais de presos.
A chacina foi uma resposta aos assassinatos, roubos e estupros que vinham sendo comandados pelas vítimas dentro da penitenciária , disse o secretário. Ele afirmou que os detentos querem falar com a imprensa sobre o conflito, o que não será permitido.
A deputada estadual e presidente da Comissão de Defesa de Cidadania da Assembléia Legislativa, Luciana Santos (PC do B), afirmou que os conflitos no sistema penitenciário não podem ser resolvidos com mortes, mas concorda que exista um sentimento de revolta da população carcerária contra os presos que comandam crimes dentro da cadeia.
A comissão visitou ontem à tarde a penitenciária Barreto Campelo. Vamos preparar um relatório e cobrar da Secretaria de Justiça mais agilidade para evitar novos conflitos, disse a deputada. Ontem, as visitas à penitenciária foram canceladas.
Uma comissão da Secretaria de Justiça - formada por psicólogas e assistentes sociais - explicava aos parentes dos detentos que a proibição de visitas foi determinada por motivo de segurança. Comidas e bilhetes foram entregues pela comissão para os presos durante todo o domingo.
O secretário de Justiça disse que as visitas apenas serão liberadas após os serviços emergenciais de reparos nos pavilhões. Acredito que no próximo domingo as visitas serão liberadas , disse.





