Presos de Sete Lagoas liberam cinco reféns e encerram rebelião
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quinta-feira, 17 de junho de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 18 (AE) - Os 87 presos da cadeia pública de Sete Lagoas, a cerca de 80 quilômetros de Belo Horizonte, encerraram hoje, por volta de meio-dia, uma rebelião iniciada no começo da noite de ontem (17). Os detentos tomaram como reféns cinco mulheres que faziam visitas, parentes de alguns deles, e ameaçaram matá-las caso juízes e promotores não fossem ao local discutir revisão de processos e transferências. A cadeia tem capacidade para 46 presos e abriga quase o dobro. Foi a terceira rebelião promovida pelos presos de Sete Lagoas em 99.
O clima ficou tenso hoje pela manhã, quando mais de 100 policiais militares, fortemente armados e com o auxílio de um helicóptero, cercaram o prédio e se prepararam para ocupá-lo. Os detentos ficaram concentrados no pátio da cadeia. Dois juízes estiveram no local, com um promotor e um delegado, e negociaram a libertação dos reféns. Em troca, os presos obtiveram a promessa de que seus casos serão reavaliados.
Após outra rebelião na cadeia de Sete Lagoas, há pouco mais de uma semana, 11 presos foram soltos, após a constatação de que as penas haviam sido cumpridas. De acordo com o juiz Adair Sebastião Alves, foi acertada hoje a transferência de cinco detentos para a Penitenciária Dutra Ladeira, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Menores - Os 14 internos de uma unidade de recuperação de menores,no bairro das Indústrias, em Belo Horizonte, provocaram um incêndio na sala de administração do prédio, na noite de ontem (17). Segundo o diretor do Centro de Atendimento ao Adolescente Pedro de Vitta, Francisco Almeida, o fogo atingiu móveis, alguns documentos e parte do teto ruiuo teto. Os menores
que reividicavam melhorias nas instalações, também destruíram banheiros e parte da rede elétrica. "Há oito meses que não recebemos nenhuma verba do governo do Estado", reclamou o diretor.


