Presos de Pirajuí fizeram diretor e 12 agentes como reféns
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quarta-feira, 22 de setembro de 1999
Por Jair Aceituno, especial para a AE 
Bauru, 23 (AE) - Terminou com um preso ferido a estiletadas a rebelião iniciada no final da tarde de hoje pelos presos do raio 2 da Penitenciária 2 de Pirajuí, que foi inaugurada no primeiro semestre e tem a maior parte de sua população composta pelos detentos para lá transferidos do Carandiru e de outras prisões da Capital.
Para chamar a atenção, os detentos brigaram e quando o diretor de disciplina, José Carlos Dias e 12 agentes penitenciários foram ao local para restabelecer a ordem, foram feitos reféns, assim permanecendo até depois das 20 horas, quando houve um acordo e a revolta terminou.
Além da tropa que atua na guarda externa da prisão, também seguiram para lá os componentes do grupo de operações táticas e o canil de Bauru, que reforçou o policiamento e, caso não houvesse o final da rebelião, deveriam entrar para a retomada.
Ainda hoje a polícia técnica foi chamada para fazer o levantamento de danos que os rebelados causaram ao prédio e utensílios. Durante todo o tempo a imprensa foi mantida à distância e as informações foram escassas, inclusive em relação às reivindicações.
A Penitenciária 2 de Pirajuí funciona ao lado de outra já existente na cidade há mais de dez anos. Sua instalação causou grande polêmica na cidade, de 20 mil habitantes, onde parte da população teme pela segurança e outra parte vê o presídio como fonte de renda, já que dá empregos e faz compras no comércio local. O fato da maior parte dos detentos terem vindo da região metropolitana, onde os índices de violência são maiores que os do interior, é o grande fator de preocupação.


