Presos aprendem a cuidar de animais silvestres
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quarta-feira, 26 de março de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Um convênio inédito entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Penitenciária Orlando Brando Filinto, em Iaras, interior de São Paulo, está permitindo que cerca de 30 presos em regime semi-aberto aprendam a cuidar de emas e capivaras em uma área contígua ao presídio. O Projeto de Ressocialização pela Manutenção de Animais Silvestres, inaugurado ontem, foi uma iniciativa do diretor do presídio, Roberto Medina, que propôs a experiência ao órgão ambiental.
''Aceitamos o desafio por considerar que ajudaria no processo de humanização do presídio. Além de contar com instalações adequadas área cercada, com água e pessoas dispostas a cuidar dos animais , a penitenciária já desenvolve trabalho com piscicultura e criação de coelhos e possui um agente penitenciário agrônomo'', diz Wilson Almeida Lima, gerente-executivo do Ibama em São Paulo.
Os animais começaram a ser enviados ao presídio há cerca de um mês. Atualmente, são 14 capivaras (sete filhotes e sete adultos), recolhidos da região urbana de Campinas, e seis emas, excedentes do Zoológico de São Carlos. ''Por enquanto, o escritório regional do Ibama, em Bauru, está dando assessoria técnica e acompanhando o manejo destes animais. No futuro, a idéia é transformar o local em criadouro comercial, voltado para a venda externa e para a alimentação dos presos'', explica Lima.


