Presos amotinados destroem minipresídio de Apucarana
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terça-feira, 09 de outubro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Apucarana- Os 210 presos encarcerados no minipresídio de Apucarana (Norte do Estado) se amotinaram na tarde de ontem em protesto contra a superlotação e a demora na concessão de progressão das penas. Para evitar que os internos destruíssem as instalações da carceragem, o Pelotão de Choque da Polícia Militar foi acionado e enfrentou os amotinados com balas de borracha. No total, quatro presos ficaram feridos sem gravidade.
O motim teria sido desencadeado pouco depois do meio-dia, após a revista geral feita nas quatro galerias. Cerca de 50 presos de uma das alas do presídio teriam se recusado a retornar para as celas. O grupo conseguiu estourar os cadeados e a confusão se alastrou para o restante da cadeia. A carceragem foi parcialmente destruída.
Segundo o delegado-chefe da Polícia Civil em Apucarana, Rogério Antônio Lopes, os presos reivindicavam a agilização das transferências dos colegas já condenados e de outros que poderiam cumprir o restante de suas penas em regime semi-aberto.
A exemplo de várias unidades prisionais do País, o minipresídio sofre com o problema da superlotação. O espaço construído para abrigar 85 pessoas estava sendo ocupado por 210. Além disso, os presos também exigiam que o dia de visita fosse transferido de quinta-feira para domingo.
Diante da recusa dos detentos de retornar para as celas e encerrar o motim, o delegado-chefe requisitou o apoio do Pelotão de Choque da Polícia Militar - inclusive com equipes do Batalhão de Londrina.
Na entrada dos policiais, os presos teriam ameaçado um enfrentamento, mas foram contidos com tiros de balas de borracha. Quatro deles ficaram feridos. Três foram atendidos pelo Samu e liberados em seguida. Apenas um precisou ser removido até o Hospital da Providência mas não ficou internado.
O Pelotão de Choque só deixou a unidade por volta das 17h30, após realizar nova revista na carceragem. A Polícia não informou quais objetos teriam sido apreendidos.
Lopes garantiu que iria interceder junto à Justiça para tentar agilizar as transferências e progressões de regime. Ele também assegurou que a visita de amanhã estaria garantida e que iria estudar a possibilidade de mudança do dia, conforme reivindicam os presos.
O delegado-chefe instaurou inquérito para apurar a responsabilidade de cada preso no episódio.


