A indefinição da Secretaria de Justiça e Cidadania do estado sobre a formalização de novos convênios está impedindo outro projeto da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) de avançar. Trata-se de um programa destinado a realizar exames criminológicos nas cadeias públicas de Curitiba, que para funcionar depende de convênio entre a entidade e o governo.
Hoje, esses exames são realizados apenas em penitenciárias e são condição para que os detentos possam progredir de regime. O processo prevê a avaliação do condenado para verificar se ele está em condições de evoluir do regime fechado para o semi-aberto.
A cerimônia para a assinatura do convênio estava marcada para ocorrer em agosto, mas foi adiada por problemas de saúde do secretário Pretextato Taborda. Desde então a OAB vem negociando sem sucesso o início dos trabalhos.
O novo serviço vem tendo a sua importância justificada pelo fato de que sem a realização dos exames criminológicos, cerca de 250 presos condenados permanecem em delegacias por absoluta falta de vagas no sistema penitenciário, o que ilegal. Pelos cálculos da Ordem, com a progressão de regime, pelo menos 40% deles poderiam ser enviados para a Colônia Penal Agrícola de Piraquara.

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