Porto Alegre- A Polícia Civil de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, prendeu mais duas pessoas acusadas de pertencer à quadrilha especializada no aliciamento e rapto de crianças para prostituição com ramificações em todo o País. Levados por um casal que confessou o crime, os investigadores chegaram à casa que servia de cativeiro para os menores, no bairro Passo do Caveira, onde detiveram um homem que cuidava do local. Logo depois também prendeu uma mulher ligada ao controle de chegada e saída das crianças.
O caso foi descoberto na semana passada, quando a polícia de Minas Gerais prendeu Adão Ribeiro Ruood, de 34 anos, e Sandra Campos, de 29, pelo sequestro de uma garota de 12 anos, desaparecida em Gravataí e encontrada em Delta (MG). Levado de volta ao Sul, o casal revelou ter participado do transporte de cerca de 30 crianças para Estados do Sudeste.
Os menores eram aliciados no Sul com a promessa de que seguiriam a carreira de modelo e, depois de passagens por São Paulo e Minas Gerais, acabavam obrigados a se prostituir no Nordeste. Em muitos casos, a família concordava com a entrega da criança mediante o pagamento de R$ 400 e a promessa, nunca cumprida, do envio de mais R$ 400 por mês.
A polícia gaúcha também desconfia de situações em que, sem a concordância da família, os menores tenham sido levados à força. Há indícios ainda de bebês encaminhados à adoção de casais europeus com documentos falsos.
Além dos quatro participantes da quadrilha, a polícia gaúcha prendeu um padrasto que teria entregue aos traficantes uma menina de 12 anos, em maio do ano passado. E deve pedir a prisão preventiva de mais cinco pessoas nos próximos dias.

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