Presos acusados de participar de quadrilha que realizava arrastões em Praia Grande
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Por Cida Oliveira, especial para a AE 
Praia Grande, SP, 18 (AE) - A Polícia de Praia Grande, no litoral paulista, prendeu hoje suspeitos de participar de uma quadrilha que assustou turistas na orla do município durante o carnaval, promovendo pequenos arrastões. A quadrilha seria formada por 16 pessoas - três menores e duas mulheres - procedentes do bairro da Casa Verde, em São Paulo. A polícia, porém, só requereu a prisão preventiva de nove pessoas.
O grupo é acusado de alugar uma casa no bairro do Boqueirão para praticar os assaltos. O grupo estava na cidade desde sexta-feira. A polícia está fazendo um levantamento das queixas registradas nos diversos distritos do município, envolvendo a mesma forma de agir, para que as vítimas possam fazer o reconhecimento dos detidos.
De acordo com o investigador Carlos Rocha, do 1º Distrito de Praia Grande, a PM chegou ao grupo após deter dois dois homens na praia, ontem à tarde, por suspeita de roubo. Alguns banhistas teriam apresentado queixas do sumiço de um relógio, um boné e uma pulseira folheada a ouro. "Ambos estavam sem o produto do roubo mas indicaram o terreno baldio onde jogaram as peças, inclusive a pistola automática 765 que usavam durante os assaltos".
Detidos, os suspeitos Hugo Felipe Moreira, 23 anos, corretor de imóveis, e o ajudante Alexandre Santos Ferreira, de 26, revelaram que na casa que alugaram havia mais 14 pessoas. No local foram encontrados aparelho de TV, de som, vários CDs, além de relógios, cadeiras, bonés, anéis, pulseiras.
A polícia ainda apreendeu na casa cocaína, maconha, crack e 14 fotos dos 16 integrantes da gangue se drogando e portando armas. O delegado Carlos Schneider já pediu a prisão preventiva de nove acusados, os menores foram liberados. Contra os demais não foram encontradas provas suficientes para mantê-los presos.


