Presos 7 acusados de integrar quadrilha suspeita de roubar parque Hopi Hari e agência de penhores da CEF
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segunda-feira, 07 de fevereiro de 2000
Por Marcelo Godoy 
São Paulo, 07 (AE) - Carros novos, submetralhadoras, rádios de comunicação e equipamentos para arrombar cofres. Tudo isso foi encontrado ontem à noite por quatro investigadores da 2.ª Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio que prenderam sete homens acusados de compor uma das mais ousadas e, até então, bem-sucedidas quadrilhas de assaltantes de São Paulo.
A ousadia do grupo pode ser medida pelo roubo de uma joalheria em 7 de novembro de 1999. Para entrar na empresa, no Ipiranga, zona sul, o grupo furtou um carro do Depatri (Departamento de Investigações Sobre Crimes Patrimoniais) parado num estacionamento. Vestindo terno e gravata, Danilo Ricardo Ferreira, de 23 anos, apontado como líder do bando, apresentou-se como delegado de polícia aos seguranças da empresa.
O sucesso dos bandidos podia ser constatado pelos roubos de que o grupo é acusado. Um deles é o da agência de penhores da Caixa Econômica Federal de Santo André. Ocorrido em 1999, os ladrões levaram jóias avaliadas em R$ 1 milhão. Em outro assalto
os acusados teriam levado, em janeiro, R$ 500 mil do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo.
Dois dos acusados presos negaram-se a depor na polícia. Outros cinco negaram o crime. Todos foram autuados em flagrante sob a acusação de porte ilegal de arma e formação de quadrilha - cinco deles estavam sendo procurados pela Justiça, pois estavam condenados a penas que variam de 2 a 31 anos de prisão. "Estávamos investigando o grupo havia dois meses", disse o delegado Godofredo Bittencourt Filho, diretor do Depatri.
Assalto - Ontem, os policiais descobriram que o grupo se reuniria, às 22h30, na Praça Charles Miller, no Pacaembu, em São Paulo. "Os criminosos estavam planejando os últimos detalhes de um assalto", disse o delegado Edson Remígio Santi. Eles pararam seus carros ao lado de uma barraca que vendia cachorros-quentes e conversavam quando os policiais chegaram.
Sete acusados foram dominados - além de Ferreira, Alamir Lucas dos Santos, de 46 anos, Antônio de Pádua Vargas, de 45, José Eduardo Souza, de 31, Marco Antônio DElia Junior, de 21, Cristovão Cirilo dos Santos, de 28, e Geraldo Santiago Conceição Filho, de 31. Eles estavam com quatro submetralhadoras - uma mini-Uzi, uma Cobray, uma Uru e uma FM - quatro pistolas calibre 9 mm, um Tempra, um Ímega, uma van, um Audi A-3, uma Saveiro, um Fiesta e uma picape Ford Ranger - só esta última era roubada, as demais pertenciam aos presos.
Três outros acusados conseguiram escapar: Carlos Alberto de Andrade e Jean Claudio e José Carlos Rabelo, conhecidos como os "Irmãos Patetas", todos condenados por roubo. Segundo o delegado Santi, Cristovão dos Santos era o especialista do grupo em arrombamento de cofres. Já Conceição Filho era o responsável pelo sistema de comunicação da quadrilha - por meio de rádios, ele que é ex-policial militar, ouvia a rede de comunicações policial, controlando a aproximação de carros da polícia.
"Assim, eles escaparam de ser presos durante um assalto à Caixa Econômica Federal de Joinville", disse Santi. Hoje, apenas um dos acusados aceitou responder às perguntas dos jornalistas. Mas disse apenas que ninguém do grupo tinha qualquer coisa a declarar.


