Agência Estado
De São Paulo
A Delegacia de Roubos a Banco, responsável pela investigação do ataque ao Banespa, no maior roubo a uma instituição bancária no País nos últimos anos (foram levados R$ 32,5 milhões), já prendeu três acusados do assalto. O roubo ocorreu na madrugada do dia 5 na Rua João Brícola, no centro de São Paulo. Estão presos o segurança Sidney Cirino de Oliveira, o ladrão Ricardo Silva Soares e um garçom, que não teve seu nome revelado e teria emprestado sua casa para as reuniões da quadrilha.
O garçom teria apontado alguns de seus cúmplices e confessado que pela colaboração recebeu R$ 96 mil, gastos na compra de uma casa e uma motocicleta. O Banespa já está acionando a Justiça para o sequestro dos bens. O segurança Oliveira teria fornecido os detalhes de como chegar ao cofre e do recolhimento do dinheiro nas segundas-feiras. Oliveira trabalha há sete anos na empresa responsável pela segurança no setor de Embarque e Desembarque de dinheiro da agência. Soares, que teve sua prisão preventiva decretada, é apontado pela polícia como o responsável pela abertura do cofre, com uma furadeira. Ele foi escolhido pelo grupo por ter experiência como chaveiro.
Policiais souberam que várias quadrilhas estão procurando pelos assaltantes do Banespa. Um ladrão que cumpre condenação na Casa de Detenção e saiu da cadeia na segunda-feira para ser ouvido em um processo comentou com os policiais da escolta que no presídio a conversa nos pavilhões entre os grupos de ladrões é sobre o roubo. ‘‘Tá todo mundo querendo colocar a mão no dinheirão do banco’’, contou.

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