Curitiba - Uma organização criminosa responsável por assaltos a bancos e carros-fortes, arrombamentos a caixas eletrônicos, tráfico de drogas, venda e aluguel de armas, sequestros relâmpagos e homicídios no Paraná, foi desarticulada por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Foram presos 17 homens e seis mulheres.
As ações da quadrilha se concentravam principalmente em Curitiba e região. Entretanto a polícia já identificou por meio do serviço de inteligência que o bando mantinha contato com criminosos nos Estados de Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
"Temos certeza que estamos apresentando integrantes de uma das maiores organizações criminosas do Paraná. E esse trabalho foi iniciado através da prisão de um dos membros da quadrilha. Este indivíduo deixou indícios que possibilitaram aos investigadores chegarem aos demais criminosos", explicou o delegado titular do Cope, Edward Ferraz.
A polícia prendeu Wanderlei Benites, de 31 anos, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no dia 25 de fevereiro. Com os dados coletados com o suspeito, foi possível desarticular a quadrilha e prender outros 22 supostos integrantes do bando.
"Praticamente um mês após a primeira prisão conseguimos desarticular esta quadrilha. Verificamos a participação destas pessoas em pelo menos dez homicídios e vamos repassar as informações para a Delegacia de Homicídios. Também identificamos que este bando foi responsável pelo roubo de 250 quilos de explosivos na região de Colombo", afirmou Ferraz.
O delegado informou que existem outras pessoas já identificadas que também fazem parte da organização criminosa e que devem ser presas na sequência das investigações. "Não podíamos postergar a operação porque detectamos que eles agiam de forma violenta, entretanto os trabalhos prosseguem, inclusive estendendo a investigação sobre os contatos dos criminosos nos outros Estados", completou.
Na operação foram apreendidos três revólveres calibre 28, um revólver calibre 357, um fuzil AK-47 com munição, uma pistola calibre 380, uma pistola calibre 40, 6,1 quilos de crack, documentação falsificada, 600 munições de 9 milímetros, colete balístico e telefones celulares. "Estamos tendo uma atenção especial nas investigações de organizações criminosas que atuam no Estado. Tirando este pessoal de circulação evitamos que novos crimes de roubo, tráfico e homicídios ocorram", ressaltou o delegado geral da Polícia Civil, Riad Farhat.

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