Curitiba - Uma operação desencadeada ontem de manhã pela Polícia Civil de Foz do Iguaçu (Oeste) desmantelou uma quadrilha especializada em tráfico de maconha, cocaína e LSD. O grupo também comercializava armas de uso exclusivo das Forças Armadas. Os criminosos atuavam no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Doze supostos integrantes do bando foram presos - cinco em Foz do Iguaçu, seis em Balneário Camboriú (SC) e uma em Portão (RS). Três adolescentes, com idades de 12, 15 e 17 anos, foram apreendidos em Foz.
Os policiais apreenderam ainda 153 quilos de maconha que estavam escondidos em um caminhão carregado com milho. A droga estava em um fundo falso do veículo e embaixo da carga com grãos. O veículo estava estacionado num posto de combustível da cidade de Portão. O caminheiro foi preso.
A polícia também levantou informações de que a quadrilha estava envolvida em assaltos a turistas que se deslocavam até o Paraguai para fazer compras. As investigações foram comandadas pela Delegacia Especial do Adolescente (DEA) de Foz do Iguaçu.
Cerca de cem policiais civis dos três Estados participaram da Operação Olho de Shiva. O nome foi dado em razão do chefe da quadrilha comercializar a droga sintética LSD em embalagens com o desenho do olho do deus Shiva, da mitologia hindu.
Conforme o delegado Matheus Araújo Laiola, titular da DEA, a investigação começou em fevereiro, quando uma jovem de 17 anos foi flagrada numa abordagem no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-277 em Santa Terezinha de Itaipu (Oeste), dirigindo um carro roubado e transportando 6 quilos de pasta base de cocaína e oito fuzis. A carga foi avaliada em R$ 600 mil e seria levada até Balneário Camboriú.
''Tratamos o caso como prioridade e as investigações foram intensificadas para conseguirmos desarticular esta quadrilha. Os integrantes foram identificados e agora serão ouvidos para descobrirmos quais caminhos as drogas e armas percorriam e qual era o papel de cada uma destas pessoas. Já observamos que os menores apreendidos em Foz praticavam furtos e pequenos roubos", declarou.
Segundo a polícia, a quadrilha chegou a usar o correio para transportar LSD. Neste caso, explica o delegado, policiais catarinenses conseguiram abordar uma postagem em Balneário Camboriú que seria encaminhada para o Rio Grande do Sul. A polícia tem 30 dias para concluir o inquérito e outras pessoas ainda podem ser presas.

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