Salvador, 07 (AE) - O vereador Ranulfo Moreira, um dos quatro comerciantes suspeitos de terem fabricado e distribuído a cachaça contaminada com metanol na Bahia, foi preso ontem (06) à noite, em Nova Canaã, a 489 quilômetros de Salvador. O produto matou 35 pessoas no início de março na região sudeste da Bahia.
Também estão envolvidos Carlos Andrade "Araponga" e Juliano Ramos, com prisão preventiva decretada pela Justiça e foragidos. O quarto acusado é Francisco Cavalcante, denunciado pelo Ministério Público.
O vereador Moreira foi transferido para a cadeia da cidade de Itapetinga, onde vai aguardar julgamento. Ele é acusado de homicídio. Com Araponga e Ramos, Moreira comprou álcool metílico (metanol) e anidro de fornecedores como Cavalcante para adicionar à cachaça. Todos sabiam que a mistura era perigosa para a saúde, mesmo assim distribuíram o produto para bares de dez municípios da Bahia.
Pelo menos 500 pessoas que consumiram a bebida foram atendidas com sintomas de envenenamento nos postos médicos e hospitais da região, das quais 35 morreram.
Exames feitos pelo Departamento de Polícia Técnica de Salvador comprovaram haver na cachaça porcentagens de metanol dez vezes maiores do que o suportável por um ser humano. A Secretaria de Saúde fez uma varredura na região, recolhento toda a cachaça contaminada. Depois fez uma campanha recomendando que não fosse consumida bebida de origem duvidosa.

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