Um suspeito de ser o mandante dos ataques a ônibus em Cascavel (Oeste) registrados no início da semana foi preso na noite de terça-feira. Ele foi detido por policiais da força-tarefa formada por cerca de cem policiais militares e civis. O grupo foi montado para prender os autores dos incêndios que assustaram a população, além de coibir novos atentados.
Os crimes foram registrados após um adolescente ser morto por um policial durante um assalto na madrugada de segunda-feira. O primeiro ônibus foi incendiado por um primo da vítima, horas após o ocorrido. Segundo as autoridades, ele morreu em confronto com os policiais. Em seguida, no início da manhã, outro ataque foi registrado. A onda de violência continuou com mais um ônibus incendiado por volta das 20 horas. Por fim, um carro também foi alvo dos ataques.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), quatro pessoas foram presas e dois adolescentes foram apreendidos suspeitos de envolvimento com os incêndios criminosos. A polícia agora trabalha para identificar se há mais alguém envolvido nas ações. "A resposta foi imediata, no entanto, é necessário avaliar e alinhar as ações porque resta agora identificar a cadeia de comando dessas ações, de onde elas partiram", informou, por meio de nota, o secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita.
Segundo o secretário, as investigações seguem em curso e, por enquanto, não há indícios de que os ataques estejam ligados a facções criminosas. "Não há nenhum indício de que haja articulação de facções criminosas nessas ações criminosas ocorridas em Cascavel. Em parceria com outros Estados, mantemos um acompanhamento forte das atividades destas facções", completou. A principal suspeita da Polícia Civil é que os ataques possam ser represálias pela morte do adolescente.

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