Preso suspeito da morte de prefeita do MS
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quinta-feira, 02 de dezembro de 1999
Por João Naves de Oliveira e Luiz Carlos Lopes 
Campo Grande, 02 (AE) - Policiais do Grupo Armado de Repreensão a Roubo, Assalto e Sequestro (Garras) prenderam hoje em Altônias, no norte do Paraná, Manoel José Hidalgo, um dos acusados pelo assassinato da prefeita de Mundo Novo (MS), Dorcelina Folador. O crime aconteceu na madrugada do dia 31 de outubro. O diretor-geral da Polícia Civil, Wilton Watanabe, disse hoje que Manoel José Hidalgo é apenas mais um suspeito, a exemplo de outros 30 já interrogados, dispensados ou com prisão temporária decretada.
Classificado como "pistoleiro de aluguel" pelo delegado de Altônia, Silas Dal Seco, Hidalgo também é procurado pela polícia de Guaíra (PR) pela morte de José Carlos Nazáreo da Silva, ocorrida em setembro de 1998. Segundo o delegado Dal Seco, Hidalgo foi levado hoje para Mundo Novo, onde seria interrogado pela polícia.
Os policiais da Garras até Hidalgo depois de descobrir uma Parati branca, com placas de Mundo Novo, que teria sido vista rondando a casa da prefeita no dia do crime. Ele teria trocado a Parati por um Opala, que está retido na delegacia. Ao ser abordado pela polícia, Hidalgo apresentou documentos falsos.
Em Marília, o delegado Marcelo Vargas Lopes, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, recusou-se hoje a fazer comentários a respeito da prisão de Hidalgo. Lopes coordena as investigações do assassinato da prefeita, ocorrido no dia 31 de outubro.
Pistas - O delegado, responsável pelo Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros (Garra), com sede em Campo Grande, está em Mundo Novo e admitiu que a polícia está seguindo algumas pistas que podem conduzir à identificação do autor e dos mandantes do atentado contra a prefeita.
Segundo Lopes, várias pessoas já tiveram mandados de prisão provisória expedidos pela Justiça local e algumas delas ainda estão presas, enquanto outras estão sendo incluídas no Programa de Proteção às Testemunhas.
De acordo com o policial, as pistas levam a crer que o assassinato da prefeita, morta com seis tiros quando estava em sua casa, teve motivação política.


