São Paulo, 02 (AE) - Um dos sequestradores mais procurados pela polícia de São Paulo encontrou um disfarce incomum para não ser encontrado: transformou-se em locutor de uma rádio AM de Praia Grande, no litoral paulista. Foi nessa cidade que os policiais da Delegacia Anti-Sequestro (Deas) prenderam Dionísio de Aquino Severo, de 34 anos.
Condenado a 56 anos e 7 meses de prisão por sequestros, formação de quadrilha e assassinato, Severo foi recapturado um ano e cinco meses após escapar de uma delegacia de Sorocaba, no interior. "Havia seis meses que ele tinha um programa na rádio que ia ao ar todas as manhãs", disse o delegado Marcos Carneiro Lima.
Para obter o emprego, o sequestrador apresentou-se na rádio como jornalista e disse que havia trabalhado em dois jornais da capital do Estado. Ele foi detido quando chegava a sua casa, onde os policiais apreenderam um colete a prova de balas e uma pistola de calibre 9 milímetros.
Severo foi condenado por dois sequestros ocorridos em 1997 em São Paulo. "Ele é um dos líderes de uma quadrilha que escolhe as vítimas de acordo com o carro que elas estão dirigindo", disse o delegado Maurício Guimarães Soares, da Deas.
A primeira vítima do grupo foi Luiz Marco Ré, gerente-geral de um banco, escolhido em janeiro de 1997 quando dirigia seu Alfa Romeo. Ele foi levado para o cativeiro, um sobrado na esquina da Rua Cerro Corá com a Avenida Heitor Penteado, no Alto de Pinheiros, e solto três dias depois, quando a família pagou R$ 60 mil de resgate.
A segunda vítima foi o empresário Alvacir Ribeiro Soares
capturado pela quadrilha, um mês depois, por causa de seu Audi. A polícia achou o cativeiro, prendeu Severo e libertou o empresário antes que a família pagasse o resgate de R$ 200 mil.

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