Preso sequestrador de Wellington
Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
A Polícia Civil de Foz do Iguaçu prendeu na tarde de anteontem, Joeli Otávio de Oliveira, 35 anos, acusado de participar do sequestro do compositor Welington Camargo, irmão da dupla de cantores sertanejos Zezé Di Camargo e Luciano, que durou 94 dias, entre dezembro de 1998 e março deste ano.
Oliveira estava escondido na casa de sua namorada (uma menor de 17 anos), no Parque Imperatriz, região norte da cidade. A prisão envolveu uma equipe de quatro investigadores do 3º Distrito Policial, que fez um cerco de uma hora na residência, até que Oliveira se rendesse sem esboçar reação. Os policiais também encontraram no esconderijo vários documentos falsos (ele usava o nome de Dirceu Nunes na Carteira de Identidade e no CPF).
A ação, divulgada somente na tarde de ontem pela polícia, foi resultado de sete meses de investigação, desde que o Comando de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil recebeu a informação de que Joeli estaria em Foz, onde vive uma de suas irmãs.
Joeli responde a uma centena de processos por assaltos à banco e roubos à carro-forte, crimes praticados na região metropolitana de Curitiba e em vários estados ao longo desta década. Ele estava foragido desde novembro, depois de uma fuga espetacular de um presídio de segurança máxima, em Campo Grande (MS), onde já havia escapado uma vez. Desde ontem, está detido em uma cela comum da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu.
Segundo a Folha apurou, ele teria ajudado a arquitetar o plano do sequestro de Wellington Camargo junto com Osmar Martins e seu sobrinho Manoel Francisco de Oliveira, líderes de uma das quadrilhas de sequestradores e assaltantes de bancos mais temidas do País, conhecida como a quadrilha dos irmãos Oliveira.
O grupo ganhou notoriedade pela violência e crueldade utilizada em quase todas as suas ações. No episódio do sequestro do compositor, os Oliveira enviaram à familia um pedaço da orelha da vítima, cortada sem anestesia. Wellington, que é paraplégico, foi levado por quatro homens encapuzados na noite de 16 de dezembro do ano passado, em sua residência no Jardim Europa, em Goiânia. Mais de três meses depois, foi encontrado em um matagal à margem de uma estrada vicinal em Guapó, na região metropolitana da capital de Goiás.





