A polícia prendeu o ladrão Carlos Maciel Rodrigues, de 37 anos, que vinha sequestrando, há mais de um ano, funcionários de joalherias e empresários do ramo de ouro e pedras preciosas, amarrando bombas no corpo das vítimas, além de uma microcâmera de televisão, para forçar o pagamento em jóias, dólares e ouro. A prisão ocorreu na semana passada no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.
Químico formado e cursando o terceiro ano da Faculdade de Direito, Rodrigues é acusado de seis sequestros. Entre as vítimas dele está a H. Stern. O grupo filmava e fotografava os reféns, parentes, residências, escritórios das empresas e das lojas. Todos eram levados para um cativeiro entre Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes. A polícia prendeu o receptador de cargas Luciano Nuzzi Gallão, de 52 anos, e a mulher Ana Lúcia Araújo Vieira Mendes Gallão, de 47, que teriam repassado informações sobre um lote de esmeraldas.
Rodrigues declarou à polícia que as bombas tinham ‘‘a intenção de assustar.’’ Os delegados Edson Santi e Arli Reginaldo, responsáveis pelas prisões, afirmaram que as bombas poderiam matar e atingir pessoas num raio de um quarteirão. O químico mora com a mulher e dois filhos numa casa com piscina em Ubatuba, no litoral paulista, tem na garagem um Ford Courrier e um Mercedes-Benz. Na marina, um barco ancorado.

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