Preso pastor acusado de torturar e abusar de menor
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terça-feira, 27 de maio de 2003
Candice Dequech<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O arquiteto e pastor evangélico Celso da Silva, 31 anos, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecida como Igreja dos Mórmons, foi preso na última quinta-feira em São José dos Campos, em São Paulo, acusado de abusar sexualmente e torturar seu enteado de nove anos de idade. O mandado de prisão preventiva, decretado no dia 27 de março deste ano, foi expedido pela Central de Inquérito de Curitiba. O pastor exercia também a função de professor de seminário na Igreja, onde dava aulas para adolescentes de 14 a 17 anos de idade.
Segundo o delegado Hertel Rehbein, a denúncia foi feita no dia 20 de fevereiro de 2003 pela ex-mulher de Celso da Silva. O acusado ficou casado com I.A., 38 anos, desde novembro de 2002 até o final de janeiro deste ano. Depois da separação ele mudou-se para São José dos Campos, onde foi preso. No período em que esteve casado, o pastor abusou sexualmente da criança e a torturou. De acordo com o inquérito, entre outras atrocidades, o acusado perfurava o pênis do menino com uma agulha e o ameaçava de castração e de morte.
De acordo com o delegado, a criança foi submetida a exame de corpo de delito, que confirmou lesões, hematomas e violência sexual. Foram constatados hematomas no ouvido, boca, pênis e saco escrotal. O garoto só relatou os abusos que sofria depois que o pastor deixou a Capital.
Quando apresentado ontem à imprensa, no 8º Distrito Policial, o pastor negou as acusações e disse que amava muito seu enteado. O acusado contou que ajudava o menino, todos os dias, a fazer a lição de casa, e que o via pela manhã, no horário do almoço e à noite. Ele acredita que o menino poderia estar sendo orientado pela ex-mulher para acusá-lo. ''Eu sou inocente e estou assustado com tais acusações. Não sei porque ele teria me denunciado, sendo que eu nunca fiz nada contra ele. Eu fazia tudo por ele, tudo o que o pai biológico não fez'', disse o pastor. ''Eu vou provar a minha inocência.''


