Foi preso ontem de madrugada, em casa de parentes, no bairro de Eldorado, em Diadema, Euclides Marinho, de 37 anos, que assassinou, anteontem pela manhã, duas crianças no Jardim Floresta, na zona sul de São Paulo. Uma das crianças estava esquartejada em um saco de náilon no quarto do homicida que, segundo seus familiares sofre de problemas mentais e já esteve internado em hospitais psiquiátricos nos últimos 15 anos.
Moradores da Viela São Marcos, na Rua Frei Luís de Leon, no Jardim Floresta, Jonathan Alberto do Nascimento Silva, de 5 anos, e Nataly Leles da Silva, de 4 anos, brincavam, pela manhã, com um pequeno triciclo de plástico nas proximidades de suas casas. Jonathan, filho de José Carlos Alberto Silva e Rejane da Conceição Nascimento Silva, residia no número 35 daquela rua, e a pequena Nataly, filha de Antônio Matias da Silva e Maria das Graças Leles, no número 98.
As mães deram pela falta dos filhos por volta das 10 horas e, com outros filhos e vizinhos saíram à procura das crianças. Às 13 horas, Vanessa, irmã de Jonathan, e Simone, irmã de Nataly, avistaram o triciclo do garoto no quintal da residência 182 da Rua Gustavo Adolfo Becker, no mesmo bairro, residência de Adélia Maria Conceição e seu filho Euclides Marinho. Perguntaram pelos irmãos, mas tanto Adélia, quanto Euclides afirmaram que não os tinham visto e nem sabiam porque o brinquedo se encontrava ali.
Às 15 horas, como ainda não tinham notícia dos dois desaparecidos, os vizinhos resolveram invadir aquela casa. Jonathan foi encontrado morto, com um ferimento na fronte, debaixo do colchão de Euclides. O corpo de Nataly, esquartejado, estava atrás da cama, em uma saco de náilon. Ela também tinha lesões na fronte e tudo indica que o homicida os assassinou agredindo-os, provavelmente, com um barra de ferro na cabeça.
Adélia Maria da Conceição manifestou surpresa ao saber do encontro dos corpos e Rejane, mãe de Jonathan contou à polícia que viu Euclides pulando o muro da casa e fugindo. Indagados sobre o paradeiro do homicida, seus familiares afirmaram que desconheciam, mas que ele poderia estar na casa de parentes em Diadema.
Já de madrugada, policiais conseguiram localizar o homicida naquele município vizinho da capital e o prenderam, sem que ele oferecesse qualquer resistência. A delegada Ana C. S. de Ribeiro, do 101º DP, autuou-o em flagrante.
No quarto de Euclides foi também encontrado um saco contendo várias calcinhas de meninos e meninas e a polícia suspeita que ele tenha matado outras crianças e as tenha enterrado no quintal da própria residência. Os policiais acreditam que vão encontrar ossadas de outras vítimas.

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