Preso no Rio acusado de tráfico de mulheres para o exterior
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terça-feira, 06 de abril de 1999
Por Clarissa Thomé, especial para a AE 
Rio, 07 (AE) - O agente de viagens Luís Carlos Albanese, de 25 anos, de São Paulo, foi preso no Rio, acusado de tráfico de mulheres para o exterior e falsificação de documentos públicos. Albanese estava nas proximidades da sede da Polícia Federal, na zona portuária, e foi denunciado pelas goianas D.S.M., de 27 anos, e I.A.O., de 28 anos, que tentavam tirar passaportes com certidões de nascimento falsas, na tarde de ontem (06).
Agentes federais perceberam que os documentos não eram verdadeiros e detiveram as mulheres. Elas contaram ao delegado Victor Hugo Poubel, da Delegacia de Polícia Marítima Aérea e de Fronteiras, que foram aliciadas por Albanese na cidade de Bela Vista, em Goiás, onde o agente de viagens se apresentava como Washington. D. e I. descreveram Albanese, que esperava por elas nos arredores da PF.
O acusado era conhecido em Bela Vista por prometer ganhos mensais de R$ 5 mil às mulheres que aceitassem trabalhar na casa de prostituição Angel, em Salamer, na Espanha. Pelo acordo, Albanese pagaria as despesas com a viagem e conseguiria novas certidões de nascimento. Ele receberia cerca de US$ 1,5 mil por esse serviço de um homem identificado como Mendes, que seria o dono da casa de prostituição e estaria na Espanha.
Albanese conseguiu certidões falsas de um cartório em Caixoeira de Macacu, na região serrana do Rio, em nome de Célia Dimona Lindner, para D., e de Bárbara Sayonara Oliveira, para I. Em seguida, elas tiraram carteira de identidade, no Instituto Félix Pacheco, e título de eleitor. D. e I. esperavam com esses documentos obter o passaporte.
O delegado acredita que possa prender, ainda hoje, os falsificadores das certidões de nascimento. "É provável que haja conivência de cartórios e a Polícia Federal já está investigando crimes de falsificação de documento há algum tempo", afirmou o assessor da PF, Sílvio Pinho.


