Preso morre com queimaduras no Rio Grande do Sul
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segunda-feira, 08 de setembro de 2003
Elder Ogliari<br> Agência Estado 
Porto Alegre - A morte de um presidiário em circunstâncias não esclarecidas dentro da 19Delegacia de Porto Alegre será investigada pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O auxiliar de serviços gerais Luís Carlos Martins Rodrigues, de 29 anos, sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em incêndio na cela onde estava na sexta-feira. Levado ao Hospital de Pronto-Socorro, morreu no sábado à noite. A ocorrência só foi tornada pública no final da tarde de domingo, depois do enterro.
Tanto a família de Rodrigues quanto o Movimento de Justiça e Direitos Humanos querem uma investigação detalhada do que ocorreu na delegacia e desconfiam de alguma falha no controle do prisioneiro. Alegam que para evitar tentativas de suicídio são retirados até os cadarços dos sapatos quando alguém é fechado numa cela.
O diretor da Divisão de Polícia Distrital, delegado Cléber Ferreira, está convicto de que o incêndio foi provocado por Rodrigues, mas pediu que a corregedoria ouça todos os envolvidos para não deixar dúvidas sobre o caso. O delegado Flávio Conrado, responsável pela 19 DP, afasta a hipótese de crime.
O presidiário teria ateado fogo ao colchonete que estava na cela de cinco metros quadrados usando fósforos ou provocando um curto-circuito. Versões contadas por policiais civis e militares indicam que o caso começou quando Rodrigues espancou a mulher, Laís Oliveira, de 25 anos, e o filho Tiago, de quatro anos, na sexta-feira.
A mãe e a criança fugiram para a delegacia, mas foram perseguidas por Rodrigues, que chegou ao local transtornado e fazendo ameaças à mulher. Depois de dominado, ele ficou detido na cela onde ocorreria o incêndio pouco tempo depois.


