Preso mais um acusado de participação na morte de empresário de Guarulhos
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terça-feira, 14 de setembro de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 15 (AE) - A delegada Elisabete Sato, da Divisão de Proteção à Pessoa, responsável pela investigação do assassinato do empresário Henrique Luiz Varésio, declarou hoje que está se aproximando do mandante do crime. No fim de semana ela prendeu mais um acusado de ter participado diretamente do sequestro e morte: Rogério Bacarini, de 28 anos. Para Elisabete não há duvida que a morte de Varésio, dono da Universidade de Guarulhos (UnG) e do Shopping Internacional, foi por encomenda. "Estamos bem próximo de quem pagou para mandar matar e por isso estão tentando tumultuar o nosso trabalho". Varésio, de 52 anos, foi sequestrado no dia 8 de julho, em Guarulhos, na Grande São Paulo, pouco depois de sair de casa, e morto no mesmo dia com tiros no rosto, peito e costas. Seu corpo foi encontrado seis dias depois em Mairiporã. Além de Bacarini estão presos como suspeitos do assassinato Marco Antônio Dallafina, Sidney Braga Santana e Carlos Alberto Gonçalves, o Carlinhos Coruja. Dallafina, assaltante condenado a 20 anos, foi preso no dia do sequestro quando tentava colocar fogo no carro de Varésio. Sempre negou o crime.
Santana foi o segundo a ser detido e disse que Dallafna e Bacarini tinham levado Varésio para a morte. Gonçalves e Bacarini também negaram qualquer participação no sequestro e morte do empresário. Busca - No fim da tarde de segunda-feira, Elisabete, dois delegados e vários investigadores, de sua divisão, foram para o bairro de Vila Galvão. Com um mandado de busca e apreensão expedido por um juiz do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), os policiais pretendiam encontrar na casa de Bacarini uma arma de calibre 32 que pode ter sido usada no crime.
Bacarini que está com prisão temporária de 30 dias decretada encontra-se internado num hospital de Mairiporã em decorrência de uma cirurgia de hérnia. Quatro investigadores se revezam para evitar que seja resgatado. No sobrado de Bacarini uma mulher atendeu a campainha e pela janela de um quarto no primeiro andar perguntou o que os policiais queriam. "Disse a ela que estávamos com um mandado de busca e pedi autorização para entrar", explicou Elisabete.
A mulher quis saber se o mandado era assinado por um juiz. Depois avisou que não abriria a porta pois duvidava que fossem verdadeiros policiais. A porta foi arrombada e quando procuravam por documentos e armas chegaram o advogado Edson Paulo dos Santos e Marli Bacarini mulher de Rogério. Santos trabalha para o escritório do advogado Luiz Antônio Silveira, de São José dos Campos, contratado para defender Bacarini.
Elisabete contou que cinco carros do Departamento de Homicídios, nas cores preta e branca, estavam estacionados em frente ao sobrado. A maioria dos policiais usava coletes com a identificação da Polícia Civil. O advogado, segundo ela, começou a gritar que fora policial durante 12 anos e queria saber se tinham mandado de busca. "Quando mostrei tentou me agredir e meus colegas saíram em minha defesa". O delegado Francisco Gastão Lippi e o investigador Mauro Cavalcanti tentaram dominar o advogado e brigaram com ele. Cavalcanti teve a camisa rasgada, Lippi ficou ferido num dos braços.
Depois de receber voz de prisão, o advogado foi levado para o 1.º Distrito Policial, de Guarulhos, e autuado em flagrante por desacato, resistência à prisão, desobediência e lesão corporal. Ele pagou fiança de R$ 200 e foi libertado. Negou ter ofendido a delegada e os policiais. Afirmou ter sido agredido e que a invasão dos policiais à residência de seu cliente foi arbitrária.


