Preso irmão de ex-prefeito acusado de estelionato
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quarta-feira, 07 de abril de 1999
Por Cida Oliveira (especial para a AE) 
Guarujá, SP, 07 (AE) - O ex-secretário de Habitação do Guarujá, Sérgio Cláudio Gonzalez, está preso no 1º DP de Vicente de Carvalho, por determinação da juíza Carolina Nabarro Munhoz. Irmão do ex-prefeito Ruy Gonzalez, Sérgio é acusado de estelionato, falsidade ideológica além de crime contra a administração, por ter assinado autorizações para invasão de terrenos públicos. A preventiva foi decretada no dia 26 de março
mas só foi consumada, terça-feira, no final da tarde.
Hoje, os advogados de Gonzalez entraram na Justiça com pedido de relaxamento da prisão. Entretanto, a promotoria do pública alegou que para concessão do benefício é necessário que o acusado apresente documento que comprove o novo endereço, o que não foi feito até o início da noite.
De acordo com a juíza Carolina Munhoz, os crimes pelos quais Gonzalez vem sendo acusado a rigor não exigem a decretação de prisão preventiva. Entretanto, o acusado não respondeu à citação da Justiça, e também não foi encontrado no endereço que colocou disponível nos processos. "Ele foi citado por edital e ficou constatado que havia mudado de domicílio há um ano, sem informar a Justiça. Como o processo não podia ficar esperando, o promotor pediu a prisão preventiva", comentou.
Segundo o Ministério Público, Sérgio Gonzalez teria se utilizado do cargo de secretário para obter a satisfação de interesses próprios e alheios, obtendo "apoio e serviços para campanhas políticas de pessoas ligadas ao grupo político do denunciado". Entre abril e dezembro de 1996, na região do campo do Rubo Negro, em Vicente de Carvalho, ele teria efetuado loteamento para fins urbanos em discordância com a Lei de Parcelamento do Solo. "A reserva do lote era feita mediante documento denominado "autorização" que manifeste a intenção de vender área em loteamento não registrado no cartório de registro de imóveis".
De acordo com a prefeitura, ao todo foram invadidas 15 áreas públicas, entre abril e dezembro de 96, estando entre elas a de Morrinhos III, onde a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano iniciava os trabalhos para a construção de 2 mil casas. Com a invasão, a obra acabou sendo cancelada.


