Jundiaí, SP, 12 (AE) - A polícia de Várzea Paulista prendeu, ontem (11) à noite, em São Paulo, o homem que ajudou Durval Alves da Silva, de 47 anos, a matar o filho para ficar com a herança deixada pela mulher ao rapaz. São seis casas de aluguel no Jardim Promeca, em Várzea Paulista. O vendedor ambulante Marco Antônio Ferreira, de 38 anos, conhecido como o "Gago" confessou a participação no crime e confirmou a versão do pai, de que balearam Robson de Lima Silva, de 20 anos, enforcaram-no e atearam fogo ao corpo, para ter certeza de que ele havia morrido.
Apesar de todos os requintes de crueldade, Marco contou que sábado (05) à noite eles saíram para comemorar e comeram pizza. O pai, Durval Alves da Silva, só foi descoberto pela polícia porque uma testemunha fez a denúncia na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas; seu nome vem sendo mantido em sigilo. Durval deixou o filho agonizando o sábado inteiro, após vários tiros de revólver calibre 38. Ele confessou aos policiais que sua intenção era eliminar "o canalha", para ficar com todo dinheiro do aluguel das casas. O caso revoltou os moradores de Várzea Paulista. Os dois presos foram encaminhados para a Cadeia de Jundiaí. O crime - No sábado (05), às 12h30, Durval Silva chamou o filho para ir ao quintal de casa, no Jardim Promeca, na Rua Rafael Félix, 55. Lá, ele e Marco Gago amarraram o rapaz com corda de nylon e dispararam dois tiros de revólver. Às 14h30, os dois retornaram ao quintal e viram que Robson ainda estava vivo e pedia socorro. Então, deram mais três tiros e fecharam a porta da cozinha. À noite, às 21h30, retornaram e Robson ainda gemia. Para garantir a morte do filho, Durval arrastou Robson para dentro do quarto e o enforcou.
No dia seguinte, domingo, comprou 5 litros de gasolina e levou o corpo para um matagal na Colina do Portal, em Campo Limpo Paulista. Lá ateou fogo ao corpo e documentos do jovem, para que o corpo não fosse identificado pela polícia.