Brasília, 18 (AE) - O ministro da Justiça, Renan Calheiros, anunciou que a Interpol comunicou hoje a prisão, em Madri, na Espanha, do espanhol Faustino Puertas Vidal, um dos sócios da empresa Bateau Mouche Rio Turismo. Condenado a 4 anos de prisão por homicídio culposo, pela morte de 55 pessoas no naufrágio do Bateau Mouche 4, Vidal e seus sócios fugiram do País. Calheiros entregará ao Ministério da Justiça espanhol no próximo dia 24 a documentação completa para o processo de extradição de Vidal.
A Interpol comunicou que Avelino Fernandez Rivera, outro sócio da empresa proprietária do Bateau Mouche, se apresentou voluntariamente à Justiça espanhola. "Vidal encontra-se agora em prisão domiciliar", disse Calheiros. O espanhol, condenado também por sonegação fiscal e formação de quadrilha, foi detido dia 9 e terá de apresentar-se semanalmente ao departamento onde tramita o processo de extradição pedido pelo Brasil.
Rivera, que responde por crime de sonegação fiscal, crime contra a ordem tributária, formação de quadrilha e falsidade ideológica, será obrigado a apresentar-se nos dias 1.º e 15 de cada mês à Justiça espanhola. A Interpol ainda não localizou o português álvaro Pereira da Costa, o terceiro sócio da Bateau Mouche Rio Turismo. O governo brasileiro pediu no dia 15 de dezembro a extradição dos dois espanhóis, que estão na região da Galícia, perto da cidade de Vigo.
O pedido de extradição foi feito com base no tratado de extradição firmado em 25 de junho de 1990 entre os dois países. Calheiros também havia pedido a prisão preventiva dos dois e a apreensão dos seus bens. Os documentos completos do processo serão entregues por Calheiros à ministra Margarida Gantes, no dia 24.
O Bateau Mouche afundou no dia 31 de dezembro de 1988 poucos minutos antes da meia-noite na Baía da Guanabara, causando a morte de 55 pessoas.

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