Preso empresário acusado de ser mandante de crime
Agência Estado
De São Paulo
O empresário Luiz Antônio Garavelo, antigo dono do Consórcio Garavelo, foi preso ontem pela manhã em sua casa, no Itaim, em São Paulo, sob acusação de ter mandado matar o investigador Luís Carlos Soares. O crime ocorreu em novembro de 1986, na cidade de Lins (SP). O assassinato teria motivação passional: a vítima seria amante de Deixe Pinheiro Garavelo, esposa do empresário.
Policiais cumpriram mandado de prisão preventiva expedido no dia 3 pela juíza Maria Goretti Ferreira Farias. A medida foi decretada a pedido do Ministério Público porque Garavelo estava foragido.
O investigador Soares foi morto a tiros pelos pistoleiros João Batista dos Santos, o cabeça de cobra, Walder do Nascimento Silva, o Magnum, e Ocean Ferreira Machado. Os matadores foram contratados por Henrique Memberg, na época gerente do consórcio Garavelo, que acusou o empresário de ter pago 150 mil cruzados aos matadores e comprado um automóvel, por 85 mil cruzados, usado pelos criminosos no assassinato.
Todos os demais envolvidos foram condenados em definitivo a penas superiores 12 anos de prisão. Mas só os pistoleiros foram para a cadeia. Memberg recebeu o benefício de apelar em liberdade e, valendo-se disso, fugiu após ser confirmada sua condenação pelo Tribunal de Justiça.
Luiz Garavelo era dono do Consórcio Garavelo, liquidado pelo Banco Central (BC) após lesar milhares de pessoas em todo o País. A acusação de crime contra o sistema financeiro causou a condenação do empresário e Deixe Garavelo a 11 anos de prisão, mas conseguiram benefício de apelar ao Tribunal Regional Federal, em liberdade.





