Um princípio de motim em uma ala da Casa de Custódia de Maringá (CMM) deixou três presos feridos na manhã de ontem. Cerca de 90 detentos iniciaram um tumulto quando saíam para o banho de sol e entraram em confronto com agentes penitenciários. Um dos presos foi baleado na perna por um agente. O tiro, que seria de advertência, teria ricocheteado na parede e atingido o preso. Ele foi encaminhado para o hospital e passa bem. Os outros tiveram ferimentos leves durante o confronto.
O Pelotão de Choque da Polícia Militar precisou entrar na carceragem para conter o tumulto que durou cerca de três horas. Representantes do Ministério Público e da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil acompanharam as negociações. Os presos reclamaram de superlotação na unidade. Atualmente, 840 presos estão acomodados na prisão que tem capacidade para 815 vagas.
O diretor do Departamento de Execução Penal do Estado do Paraná (Depen), Luiz Alberto Cartaxo Moura, informou que o agente teve a arma recolhida e já se apresentou na 9ª Subdivisão Policial de Maringá para prestar esclarecimento. Cartaxo considera que pode ter havido um "erro de procedimento" e adiantou que vai para Maringá na segunda-feira para acompanhar pessoalmente o caso. "Vamos apurar responsabilidades tanto dos agentes como dos presos que participaram do tumulto."

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