Mogi Mirim, SP, 04 (AE) - O comerciante Osvaldo Durante, 41 anos, de Mogi Mirim, a 157 quilômetros de São Paulo, teve sua prisão decretada hoje pela Justiça. Ele é acusado de corrupção de menores, assédio sexual e atentado violento ao pudor e está detido desde ontem (03). A denúncia de que crianças era usadas em filmes pornográficos pelo comerciante foi feita pelos pais das irmãs G.C.S., de 11 anos, e D.C.S., de 10 anos, à delegada Judith de Oliveira, da Delegacia da Mulher. Durante negou as acusações e disse que os filmes eram apenas um hobby.
Da delegacia as meninas telefonaram para o acusado e levaram uma bronca por não terem comparecido à gravação do filme no dia anterior. A polícia acompanhou toda a conversa. Formado em Direito, Durante foi preso ontem (03) em sua casa, onde foram encontradas cinco fitas de vídeo pornográficas, fotos, revistas pornográficas e instrumentos eróticos.
Durante está preso em uma cela especial na cadeia do vizinho município de Estiva-Gerbi. A polícia desconfia do envolvimento de locadoras na produção dos filmes. De acordo com a perícia técnica em alguns trechos das fitas se chega a sugerir que o cachê pago às crianças seria de até R$ 600,00.
Esta é a segunda prisão, por acusação de corrupção de menores, na cidade em duas semanas. O supervisor de qualidade Antonio Waldemar Zibordi, de 42 anos, está preso na cadeia de Estiva-Gerbi, acusado de molestar M.A.D., de 7 anos. O garoto contou na polícia que só não fez a denúncia antes temendo os pais. Zibordi é acusado ainda de assédio sexual a uma sobrinha e à irmã de M.A.D.

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