O juiz da 5ª Vara Criminal de Londrina, Paulo César Roldão, condenou Hugo Fernando Ribeiro, professor de Filosofia da rede estadual de ensino, a cinco anos e 10 meses em regime semiaberto por tráfico de drogas. Na madrugada de 18 de abril deste ano, ele foi preso pela Polícia Militar na Rua Professora Delvina Borges, no Conjunto Colina Verde, nas imediações do Lago Igapó, com porções de maconha, comprimido de ecstasy, cocaína e uma cartela com seis unidades de LSD.

Professor acusado de tráfico de drogas lecionava no Colégio Estadual Hugo Simas
Professor acusado de tráfico de drogas lecionava no Colégio Estadual Hugo Simas | Foto: Gina Mardones/Grupo Folha


Na denúncia, o Ministério Público incluiu o fato da apreensão ter acontecido perto da uma escola particular, o que, segundo o Código Penal, prevê aumento de pena. O advogado Guilherme Lepri, que defende o servidor, tentou substituir a condenação por outras medidas, como prestação de serviços à comunidade e comparecimento regular a programa ou curso educativo, mas o pedido foi negado pela Justiça.

Durante a audiência de instrução, o professor afirmou que a droga apreendida pela PM seria usada apenas para consumo pessoal. Ele confessou ser usuário de maconha e eventualmente de cocaína, LSD e ecstasy. Ribeiro alegou ainda que a abordagem dos policiais foi "truculenta". Dois amigos dele, também ouvidos pelo juiz Roldão, disseram que, após participarem de uma festa no Beco Universitário, perto da UEL, foram adquirir drogas junto com o acusado.

Para o magistrado que cuidou do caso, a versão de que o professor de Filosofia "seria apenas usuário não passa de uma tentativa de se esquivar da acusação. Ta alegação não é suficiente para afastá-lo da traficância".

Procurado pela FOLHA, a defesa do réu disse que "a análise das provas está equivocada e, por isso, irá recorrer da sentença, acreditando que a decisão será reformada pelo Tribunal de Justiça". Três meses após ser preso pela primeira vez, Hugo Ribeiro voltou novamente para a cadeia.

Em junho, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca na residência dele, na zona sul da cidade. Ele também foi denunciado por tráfico de drogas, mas teve a pena substituída por prestação de serviços comunitários pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, responsável pelo segundo processo.

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