Preso capitão da PM acusado de integrar máfia dos fiscais
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 1999
Por Natalie Antar 
São Paulo, 26 (AE) - O capitão da Polícia Militar Cláudio Marcos Diogo, que trabalha no 16º Batalhão da Polícia Militar, foi preso no fim da tarde , acusado de concussão (crime de extorsão praticado por funcionário público) e formação de quadrilha. Ele integraria a máfia dos fiscais da Prefeitura de Saão Paulo.
Diogo teve a prisão temporária decretada. Ele trabalhou por muito tempo no 11º Batalhão, no Largo da Concórdia, no Brás. De acordo com a polícia, Diogo seria o diretor de assuntos estratégicos da Associação dos Comerciantes do Brás (Acob), na qual Whebe Dawalibi, o "Jô", é diretor . Jô também teve sua prisão temporária decretada, mas por enquanto não se apresentou à polícia.
De acordo com o delegado Romeu Tuma Júnior, que vem investigando com o Ministério Público as denúncias da máfia dos fiscais, se Jô não se apresentar até segunda-feira poderá ser indiciado por formação de quadrilha.
Ontem (25) três PMs foram presos, acusados de integrar a máfia dos fiscais, uma rede de corrupção e extorsão que age nas administrações regionais da prefeitura de São Paulo. Os presos foram o capitão Carlos Alberto Paulino, Solon Rodrigues e o soldado João Alexandre Passos Fernandes, que pertencem à 3ª Companhia do 13º Batalhão. Hoje à tarde Paulino e Rodrigues prestaram depoimento à polícia.
Suspeito - Policiais do Departamento de Identificação e Registros Diversos detiveram na tarde de hoje, na região do Brás
o ambulante Marcelo Henrique da Silva Bento. Ele tem passagens pela polícia e é considerado suspeito da tentativa de homicídio sofrida na noite de sábado pelo ambulante Afonso José da Silva. "Vamos chamar as testemunhas para reconhecê-lo", disse Tuma Júnior.


